Opiniões radicais são mais eloquentes, e... estúpidas! Não é você nem seu cérebro que definem o que é melhor para um povo. Você gosta da Copa? O que isso importa mesmo?
... O bairro mais famoso do Rio de Janeiro "sedia" oficialmente os festejos na "maravilhosa": "Copa-cabana", e lá estão os gringos em suas tendas alegres e felizes, e nem querem saber de mazelas, de transtornos, uns fazem fotos, uns postam, uns conhecem muita gente, outros vivem um romance, ou só querem ele mesmo, o futebol. O que vai você dizer a eles? Que são alienados. Será que eles não podem dizer o mesmo de você que quer estar de fora? Cabe a cada um exercer sua tolerância e contribuir com seus melhores sentimentos. Se forem piores, também não podemos dizer nada tão determinante. Esta é a dificuldade da comunicação social, quem é ela pra dizer alguma coisa? Comunicar é buscar conexão entre o sentimento, o racional e o outro, é ao mesmo tempo fazer parte da Copa, e da Cabana que existe dentro de nós, eu, o meu vizinho, o mundo. E aí, qual o equilíbrio? Alguém se arrisca em definir com uma frase? É por isso que falar bem, escrever bem, viver bem, é uma arte. É por isso que a boa política é uma arte, e os relacionamentos mantidos em equilíbrio são uma arte.
A morte de velhos conceitos e as disputas, as brigas fazem parte de um processo de morte e renascimento, normal ao mundo, com terremotos e eras glaciais. Por que então tanto ódio? A nossa sociedade não é de castas como a indiana, mas impõe sim suas escadas. Uns já estão lá em cima, outros sobem de pantufas, alguns tentam pegar um avião, ignorando os que estão subindo ajoelhados. Assim é em toda parte. Parece que a tal seleção natural não é tão falecida assim. Recriamos um sistema em que o mais forte vence, e com uma queda de braços ainda mais sofrida, pois envolve a promoção do ego a senhor das sensações e verdades.
Em tempos de Copa... Cabana na orla, pedras contra as autoridades na mão, apartamento e Globo a todo vapor, mansão no Cosme Velho, casinha com goteira, boicote e meditação, viagem para o exterior, saiu pra assaltar gringo, vendeu sacolé de KIsuco, trabalhou na cobertura, usou drogas? Aceitemos o outro em seu lado branco ou negro sabendo que não somos os possuidores da verdade na ordem planetária. Humildade e visão. Afinal, é bem mais fácil estar criticando na Cabana do que jogando na Copa. No meu caso essa é a verdade: em tempos de copa: cabana!

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