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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Arte digital ocupa Oi Futuro Flamengo (RJ)

 Foto: divulgação 

Desde varredores de rua até presidentes da república convivem intimamente com a tecnologia perto de si, e com a arte não haveria de ser diferente: inspira e expira do mundo digital. É por conta disso que o FILE RIO 2014, em cartaz no Oi Futuro Flamengo até 27 de julho, é uma oportunidade de sugarmos da curadoria aquelas recombinações que ainda não tinham passado perto das nossas antenas parabólicas (ops, isso ainda existe?).

Pra quem como eu trabalha com edição de imagens, a instalação do turco Candas Sisman, de "timeline art" é destaque na exposição. Pode até ser bem óbvio: essa "ilustração" das músicas já acontece de várias formas. A diferença é que a identidade visual escolhida, em uma timeline (ou linha do tempo, comum em programas de edição de áudio e vídeo), remete à uma matemática geométrica e ao mesmo tempo é abstrata, e dá nova dimensão ao som. Se ficou curioso dá uma olhadinha na obra SYN-Phon AQUI.

Imaginei uma releitura pernambucana com muitos boons, batuques e atabaques! Uma timeline bem brazucana deve ser muito mais legal, não? :) 

Além disso, outras inventices arte tecnologicamente criativas também valem a visita, como a composição experimental de optofísica (nem na internet achei uma definição para ela) que nos põe diante de uma lente que faz aparecerem figuras humanas através de uma tela iluminada. A obra é da polonése Karina Smigla-Bobinski (o site vale a pena). A artista possui uma pegada visual que eu não saberia definir, mas certamente não é latina:


Foto: divulgação smigla-bobinski.com

E não é só isso, a FILE RIO este ano juntou-se com a FILE GAMES. A união enriqueceu a ocupação do Oi Futuro, que sedia ainda o Festival Multiplicidade comemorando 10 anos de realização e brindando também o experimentalismo música+arte+tecnologia. 
Muitos destaques: o primeiro animê interativo do mundo, criado numa parceria França, Japão e Brasil e a instalação que conta a história do Multiplicidades, com projeções de luzes coloridas em cordas que dão a maravilhosa impressão de que as sinapses estão ativas e tudo está conectado. Mais do que isso: as luzes da consciência podem ser acesas a qualquer momento.


domingo, 22 de junho de 2014

Em tempos de Copa...Cabana!

Opiniões radicais são mais eloquentes, e... estúpidas! Não é você nem seu cérebro que definem o que é melhor para um povo. Você gosta da Copa? O que isso importa mesmo?
... O bairro mais famoso do Rio de Janeiro "sedia" oficialmente os festejos na "maravilhosa": "Copa-cabana", e lá estão os gringos em suas tendas alegres e felizes, e nem querem saber de mazelas, de transtornos, uns fazem fotos, uns postam, uns conhecem muita gente, outros vivem um romance, ou só querem ele mesmo, o futebol. O que vai você dizer a eles? Que são alienados. Será que eles não podem dizer o mesmo de você que quer estar de fora? Cabe a cada um exercer sua tolerância e contribuir com seus melhores sentimentos. Se forem piores, também não podemos dizer nada tão determinante. Esta é a dificuldade da comunicação social, quem é ela pra dizer alguma coisa? Comunicar é buscar conexão entre o sentimento, o racional e o outro, é ao mesmo tempo fazer parte da Copa, e da Cabana que existe dentro de nós, eu, o meu vizinho, o mundo. E aí, qual o equilíbrio? Alguém se arrisca em definir com uma frase? É por isso que falar bem, escrever bem, viver bem, é uma arte. É por isso que a boa política é uma arte, e os relacionamentos mantidos em equilíbrio são uma arte.
A morte de velhos conceitos e as disputas, as brigas fazem parte de um processo de morte e renascimento, normal ao mundo, com terremotos e eras glaciais. Por que então tanto ódio? A nossa sociedade não é de castas como a indiana, mas impõe sim suas escadas. Uns já estão lá em cima, outros sobem de pantufas, alguns tentam pegar um avião, ignorando os que estão subindo ajoelhados. Assim é em toda parte. Parece que a tal seleção natural não é tão falecida assim. Recriamos um sistema em que o mais forte vence, e com uma queda de braços ainda mais sofrida, pois envolve a promoção do ego a senhor das sensações e verdades.
Em tempos de Copa... Cabana na orla, pedras contra as autoridades na mão, apartamento e Globo a todo vapor, mansão no Cosme Velho, casinha com goteira, boicote e meditação, viagem para o exterior, saiu pra assaltar gringo, vendeu sacolé de KIsuco, trabalhou na cobertura, usou drogas? Aceitemos o outro em seu lado branco ou negro sabendo que não somos os possuidores da verdade na ordem planetária. Humildade e visão. Afinal, é bem mais fácil estar criticando na Cabana do que jogando na Copa. No meu caso essa é a verdade: em tempos de copa: cabana!