Ela é brasileira, jovem, sonhadora. Passa horas do dia planejando, rabiscando mentalmente as possibilidades. Tantas, que se às vezes é difícil voltar à dureza dos concretos e barúlhos, é porque a concretude é dura, acinzentada.
Se formou em jornalismo, mas não enfrenta fácil a dura arte de mexer na factualidade. Por isso, ler ou escrever é tão prazeroso. É ação, mas move mais o pensar.
Veio da mãe a sede pelos livros, pelos filmes, pelas histórias da alma. Tudo ao redor diz: Conversas sobre o Tempo: Luis Fernando Veríssimo: "É. A vida está sempre levando a pedra lá em cima, e a pedra volta rolando" (Citando Camus).
Meia Noite em Paris. Refere os artistas como crianças, que expõem as verdades, que não se aprendem nas escolas, iluminam a essência, espelho do nada quando são letras num papel, no canto de uma sala. Tudo cresce no sonho desta brasileirinha mimada. Assim é formado o imaginário...
Pistas. Entre o sonho e a verdade. Entre o caminho e o fim. A pedra da verdade rola, não pára. Por isso a brasuquinha ansiosa e comilona, sempre volta a buscar a fagulha que explica, entre carne e osso, a magia desta louca vida, breve estrada.

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