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sábado, 26 de março de 2011

Ao olhar o céu...

Escrevi um poema...Apesar de todos os pesares, vou divugá-lo pra vocês! Se chama

"Ao olhar o céu"

Meu bem
Quando dei de mim, você já era muito.
Quase tudo que eu tinha.
Eu mesma, já não me possuía.
Eu saí pra você

Meu bem,
você era tudo que eu via,
e o que eu sentia...
Tua alegria era a minha
Eu saí pra você

Hoje,
estou vazia
mas esse amor que dependia
já não mais me leva.

E o que me leva? Não sei
Estou como um barco ao vento,
mas o meu intento
é olhar o céu.

De cima,
tudo se pacifica
as paixões viram apenas
um segundo deste divagar...
que gira ao léu,
mas o meu intento,
é olhar o céu.

Te ter é não querer chegar...
É aceitar andarilhar, sem destino
procurar o que há nesse vazio...em agonias...
Assim não o será.

É só que...Te querer,

eu não posso evitar.

Carol Witczak

domingo, 20 de março de 2011

Acabaram as barreiras e os preconceitos...

- Acabaram as barreiras e os preconceitos.
Com esta frase, a diretora encerrou seu discurso de início de ano. A escola admitira 30 alunos não pagantes, o que exigira da direção o comunicado do fato aos pais e alunos tradicionais. As quase 300 crianças que se remexiam nas cadeiras do auditório já não aguentavam de ansiedade. Era quase meio dia e os aplausos choveram mais por estratégia do que por aprovação.
- Não deve ser verdade -, pensava Daniela, que já se imaginava procurando a coordenação para relatar um caso ou outro de segregação. E mesmo que nada acontecesse no ano que começava, em seu interior já sentia inferioridade em relação aos colegas riquinhos, cujas mamães chegavam com suas caminhonetes e sedans na escola. - O meu é o Mercedão - , debochava referindo-se ao ônibus que a conduzia diariamente.
Desde o primeiro dia de aula, a menina já implicara com o jeito de vestir rebuscado das colegas. - Elas acham que vão à festa -, esbravejava com a única pessoa da sua classe com quem se permitiu conversar, Janaína, outra bolsista.
Depois de dois meses, já haviam se cristalizado grupinhos de alunos com bolsa, que almoçavam em uma mesa isolada no bar. Janaína fazia questão de ridicularizar um mauricinho ou patricinha que passasse.
- Hoje ela até que está descente. Ontem ela andava que nem uma pata, de tão alto que era o salto.
E assim transcorria o ano, os bolsistas ajudavam uns aos outros ao máximo para tirarem as melhores notas não apenas por que a escola exigira deles, mas por que ganhavam algo mais com isso. Só assim podiam sentir uma pequena admiração...Ou, ainda mais precisamente, uma certa dependência dos colegas que, apesar de terem um alto poder aquisitivo, não davam valor ao ensino que podiam pagar. Ao final do semestre, os pedidos de explicações e colas eram, por vezes, os primeiros contatos com os colegas. Naquele momento, Janaína e Daniela sabiam que eram melhores em alguma coisa.

Post de Apresentação

Em 450 antes de Cristo, o escritor Panini já sentenciara que "todos aqueles que escrevem algo com disciplina e a título de mensagem têm de ser lidos. É de justiça, pois não escrevem ao vento". Com esta frase, me apresento através deste blog que vai divulgar meus escritos. Escrevo por que escrever é fácil para mim. Parafraseando a cronista Martha Medeiros, escrever é "como se eu fizesse um raio x em mim mesma". Aqui pretendo postar pequenas narrativas, contos, crônicas, que espero ter tempo e foco para divulgar, dialogar com os leitores, se houverem, e conseguir avivar mais a literatura em nossas vidas.

Meu desejo é saber a opinião alheia sobre este hobbie, que na verdade será em breve minha profissão, pois o curso de jornalismo entrou em minha vida por causa do desejo inato de escrever. Escrever é para mim, conforme diz o nome deste blog, uma forma de viver melhor.

Espero que vocês me acompanhem e me ajudem a fazer isso.

Beijos e abraços,

Carol Witczak.